sábado, 5 de novembro de 2011

Lobo solitário



matá-la tenho que matá-la, mas o que me impede de matá-la?
Afinal eu já não estou sobre meu controle sou um servo da lua, tenho sede de sangue, mas por que então não atacá-la?
Ela está ali ainda não me viu, pois não esta sentindo medo, já fiz isto varias vezes, mas ela é diferente ela tem algo que me impede de atacar a lua esta me mandando atacá-la mas meu corpo não está reagindo estou sofrendo mas não poso feri-la, logo o sol ira nascer ai a lua não poderá me ferir e eu terei controle sobre mim novamente mas ainda preciso matar mas ela esta livre, vou procurar outra preza.
Não precisei percorrer muito para encontrar uma nova presa e desta vez meu corpo obedeceu a lua, uma menina 17 anos no Maximo sozinha no meio da noite, peço desculpas, mas tenho que matá-la. Avancei de vagar ate o momento certo onde em um salto certeiro agarrei-a fazendo cair no chão sem poder fazer nada destrocei seu pescoço, pois eu tinha que matá-la, mas não queria fazer sofrer me alimentei com o corpo da jovem, saciada a sede de sangue o poder da lua parece diminuir me deixando assim fugir para um refugio onde não irei ferir mais ninguém ate eu retomar o controle.
  O sol surgiu no horizonte me libertando e levando com ele a memória da noite anterior, não sei o que eu fiz ou se alguém me viu só sei que desta vez algo foi diferente algo que em todos os anos com o vírus da licantropia eu nunca havia sentido algo esta mudando, talvez eu esteja me libertando da maldição, talvez seja uma mutação ou talvez eu esteja enganado e não seja nada, mas só irei descobrir na próxima lua cheia, pois apenas a primeira lua tem o controle sobre mim nas outras eu escolho se desejo ou não esse poder que ela me da, mas em troca ela toma o controle de mim. De volta a cidade voltei a minha rotina, tenho que entrevista uma candidata ao emprego de secretaria e ela já deve de estar chegando.
   10h00min AM. Roberta soares uma pós-adolescente com seus 18 anos recém completados uma linda mulher, olhos escuros, culta, inteligente, jeito de menina com atitude de mulher. Já tive a impressão de tela visto, mas não lembro a onde, dei o emprego a ela pois alem de se mostrar competente devo confessar ela mexeu comigo,pelo menos na minha forma humana, o turno do trabalho vai ate as 9 horas da noite e como ela ainda não possuía um carro me ofereci para levá-la para sua casa, afinal ela mora no caminho da minha casa. Eu nunca contei o meu segredo a ninguém e não sei qual foi o motivo que me fez contar tudo a ela foi o impulso, ela acho graça de inicio, mas depois acho que ela viu que era verdade, já que eu só tenho a ultima lembrança em que 4 homens nos cercaram na sinaleira com armas em punho, era lua cheia a segunda do mês ela sabia da verdade e estávamos correndo um risco e eu me entreguei a lua sabia que poderia feri-la mas se não fizesse isso talvez eu nunca me perdoaria, então me concentrei na lua e pedi sua ajuda e implorei para não ferir a Roberta .
 Uma dor enorme surgiu no meu corpo a carne dentro de mim se esticava meus ossos se quebravam para ampliar seu tamanho uma dor quase insuportável soltei um grunhido de dor que foi se transformando a típica saudação a lua como sempre os homens estavam paralisados de medo e ela estava encolhida no banco do carro, como meu carro é conversível eu pulei dele direto para a primeira vitima matei-os , um por um, fiz sentir a dor insuportável , como a lua estava com o controle de mim eu tive o impulso de matar a Roberta, mas eu não pude pois percebi que ela era a mesma da noite anterior que ela estava salva eu descobri neste momento que mesmo sendo uma fera mitológica eu não consigo ferir a quem eu amo,pena que eu nunca mais a veria não em sua plena consciência...
 Na manha seguinte eu já tinha esquecido de tudo pois o sol leva as lembranças de toda as transformações, confuso fui ate o local da ultima lembrança encontrei o meu carro todo despedaçado, pedaço de corpos espalhados pelo chão e algo que me fez gelar o coração imediatamente uma cabeça desfigurada com os mesmo tom de cabelo da Roberta,será q eu a matei?  Será que a lua não me ouviu implorar pela vida dela? Corri até o policial que estava investigando o local ele me informou que pelo menos 4 pessoas foram mortas e uma sobrevivente foi encontrada, imediatamente corri para o taxi que me levou ate ali e fui para o hospital em que ela fora encaminhada.chegando La fui informado que ela não possuía nenhum ferimento mas seu psicológico estava afetado pois ela apenas repetia 4 palavras chefe, lobo, sangue, medo, pedi para vela ao chegar no quarto ela se descontrolou começou a gritar saio correndo e pulou do 10º andar pela janela neste momento percebi que a verdade muitas vezes nem o amor consegue agüentar mais o amor é incapaz de ferir o próximo, antes o amor nos fere do que nos fará ferir.
Já não sabendo o que fazer quando vi ela La embaixo morta, tive vontade de pular para morrer com ela, mas não podia algo dentro de mim me fez ficar ali parado enquanto um aglomerado de pessoas se reunia em volta de seu corpo.foi então que vi médicos correndo com uma maca e kits de primeiros socorros,será que ela sobreviveu? Será que ela aguemtou a queda de 10 andares? Imediatamente corri para baixo ao se aproximar percebi que ela estava viva gravemente ferida mas viva. Queria faze algo para ajudá-la, mas os médicos me disseram que não poderia que o estado dela era grave que dificilmente ela sobreviria, as chances eram mínimas, mas fiquei rezando para que ela sobrevivesse, que saísse daquela situação. Uma semana depois  foi permitida a  entrada de visitantes para ela logo seu quarto estava cheio de familiares que queriam saber como e porque aconteceu o acidente. Só consegui vela 3 dias após ela poder receber visitas,assim que me viu ela ficou assustada mas logo após se acalmou conversamos um pouco e ela me contou que tinha quebrado os braços uma das pernas e  a espinha deixando-a assim paraplégica, ela me pediu para ajudá-la, não queria ficar naquela situação. Ela me perguntou se os mitos que envolve minhas transformações era verdade, que toda transformação o corpo ganhava o poder da cura, se não se lembraria de nada que fizesse durante a transformação, confirmei foi então que ela me pediu para infectá-la pois assim ela voltaria andar sem nem uma seqüela, fui pego de surpresa pois eu queria ajuda La mas não queria que a maldição incumbida a mim passasse para ela, vendo-a naquele estado sabia que não teria outra maneira.
O único meio de ganhar o vírus é ingerindo o sangue de um infectado então fiz um corte no meu braço ela bebeu. No mês seguinte na primeira lua cheia teríamos a confirmação se funcionou e casso ocorra como esperado assim como eu ela passara o resto da vida serva da lua e juntos passaremos um cuidando do outro pois ela aceitou meu pedido de casamento assim era o que eu esperava que acontecesse, mas ao beber meu sangue o corpo dela rejeitou o vírus fazendo ela ter uma convulsão na minha frente e vindo falecer logo em seguida.

Um comentário: